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"Tive medo de não voltar para casa", diz Vissotto após arritmia

Oposto da seleção se recupera de cirurgia cardíaca para curar o problema e quer voltar a melhor forma para jogar em Londres

Aretha Martins, iG São Paulo | - Atualizada às

Foto: CBV/ Divulgação
Leandro Vissotto passou pela cirurgia cardíaca há três semanas e segue com a seleção

O oposto Leandro Vissotto, jogador da seleção brasileira de vôlei, passou por um grande susto no final da última temporada. Defendendo o Cuneo na semifinal do Campeonato Italiano há um mês, ele se sentiu mal e teve que deixar a partida. As suspeitas, que foram confirmadas depois de exames mais detalhados, eram de uma arritmia cardíaca. Foi a terceria vez que ele teve o mesmo problema. "Tive medo de não voltar para casa", afirmou o jogador em entrevista exclusiva ao iG por telefone.

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Após a partida, Vissotto antecipou a sua volta ao Brasil. No Rio de Janeiro, em um exame eletrofisiológico há três semanas, foi confirmado o diagnóstico e já realizado um cateterismo para corrigir o problema. "Fiquei muito preocupado, mas pelo menos era um problema que poderia ser curado".

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O jogador teve alta uma semana após o procedimento e seguiu treinando com a seleção brasileira em Saquarema. Ao iG, ele disse ainda que não sabe quando estará em forma para voltar, mas afirmou que sonha com as Olimpíadas de Londres 2012. "A questão do coração eu já esqueci. Agora é focar na volta", afirmou. Confira a entrevista de Leandro Vissotto:

iG: Como você recebeu a notícia de que tinha um problema cardíaco?
Leandro Vissotto
: Eu fiquei muito preocupado, apreensivo. Não sabia qual o ponto do problema. E esse ano foi de muita fatalidade no esporte. Teve caso no futebol, no vôlei, como o Bovolenta [ex-jogador da seleção italiana que teve uma parada cardíaca e morreu em quadra durante partida da segunda divisão]

. Não foi nada grave, poderia ter sido pior. Fiquei com medo de não voltar para casa.

iG: Você passou mal na Itália, na partida contra o Macerata. Chegou a fazer exames por lá?
Leandro Vissotto:
Eu fui para o hospital e, pelos primeiros exames, suspeitavam da arritmia. Aí eu pedi para adiantar a minha volta para o Brasil e depois de uma semana estava aqui, no Rio, fazendo todos os exames. E quando se faz o eletrofisiológico já é possível fazer o procedimento para a correção. Foi o que fizemos.

iG: Quando você conseguiu ficar mais tranquilo novamente?
Leandro Vissotto:
Quando o médico cardiologista me explicou o problema e que tinha cura. Fiquei muito apreensivo até tirar todas as minhas dúvidas.

Foto: AFP Leandro Vissotto é um dos opostos do Brasil e sonha com uma vaga no time que vai a Londres

iG: Pensou em ter que parar de jogar vôlei ou ficar fora das Olimpíadas de Londres?
Leandro Vissotto:
A gente não sabe o que vai acontecer se jogar, a gente não é médico. E até acordar da cirurgia eu não sabia se teria que tomar algum remédio anticoagulante. Se tivesse, teria que fazer tratamento por dois meses e não poderia jogar as Olimpídas. Mas graças a Deus estava tudo bem e já estou treinando.

iG: Por que você não divulgou que passou por essa cirurgia? Foi comentado apenas que você seguiria em Saquarema para se recuperar de lesão...
Leandro Vissotto:
Eu não queria que ninguém ficasse sabendo porque era uma coisa bem pessoal. Eu queria ter uma recuperação tranquila, sem burburinho. Mas sei que sou uma pessoa conhecida e não deu para evitar. Mas também teve um pouco de lesão. Sinto dores no joelho direito porque a temporada na Itália foi bem desgastante.

iG: Agora, quase um mês após a cirurgia, como você está?
Leandro Vissotto:
Bem. Uma semana depois eu já tive alta. Na semana seguinte já estava treinando normalmente com bola. Eu estou liberado, mas tenho que recuperar a minha forma física porque tive que ficar esse tempo sem fazer nada. Sei que estou muito aquém da minha forma ainda. Mas a questão do coração eu já esqueci. Agora é focar na volta.

iG: Já sabe quando estará realmente pronto para jogar? Vai viajar com a seleção para a segunda etapa da Liga Mundial, na Polônia?
Leandro Vissotto:
Estou conversando com o Bernardo, mas isso depende dos próximos dias. Não adianta eu viajar com a seleção se não puder ajudar e integrar o gupo. Mas vou seguir trabalhando e as Olimpíadas são um sonho.

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