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Dores dão 'um tempo', e Fernandinha sonha com vaga em Londres

Lesão crônica na coluna já não incomoda tanto e deixa a levantadora com mais esperança de ir aos Jogos Olímpicos

Antonio Kurazumi Especial para o iG, em São Bernardo |

Divulgação/CBV
Fernandinha se vê em desvantagem na briga para ir a Londres

Se na seleção masculina Ricardinho ressurgiu de repente, na feminina outra levantadora busca seu espaço em cima da hora da convocação para os Jogos Olímpicos. Aos 32 anos, Fernandinha estreou na equipe principal no fim de semana, quando participou das três primeiras partidas do Brasil no Grand Prix. Foi bem e a esperança de ir para Londres aumentou. Tudo isso sem muitas dores, que a atormentam desde um acidente de carro sofrido aos 12 anos.

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“Tenho uma lesão crônica na coluna, que melhorou bastante aqui na seleção com o trabalho de fortalecimento muscular realizado pelos médicos. A dor de hoje não tem nem comparação em relação ao que era antes. Há dois anos não conseguia treinar assim”, comemora a atleta que estava atuando no Azerbaijão.

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Na verdade, o técnico Zé Roberto estava de olho na levantadora desde o início do ciclo olímpico, mas ela achou melhor não aceitar a convocação à época. “Eu estava na Itália e precisava me recuperar das dores. Jogava numa equipe que não tinha fisioterapeuta, estava tomando injeção para entrar em quadra”, recorda Fernandinha, apelidada assim pela baixa estatura – mede 1,72m. “Não sabia que estando aqui poderia melhorar, mas tudo bem. A vinda para a seleção aconteceu no momento certo”, acrescenta.

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Mas agora a questão é simples. São três jogadoras por duas vagas em Londres: Dani Lins e Fabíola são as rivais de Fernandinha. “A participação no Grand Prix me fez acreditar mais. O sonho está saindo da gaveta”, brincou a atleta.

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No entanto, ela se vê em desvantagem na disputa com as colegas por conta da falta de entrosamento. “Tenho que me adaptar ao estilo de jogo, não fiquei segura para levantar bolas no meio de rede na Polônia. Tenho que ir devagar. Só espero que dê tempo, senão pego minha bolsa e vou para casa”, afirmou, novamente em tom de brincadeira.

Zé Roberto já disse em outras ocasiões que Fabíola é a única com lugar assegurado nas Olimpíadas, ainda que nem a própria jogadora concorde. “As três tem condições de ser titular, cada uma com sua história. Se eu não fizer o meu melhor, vem outra e pega a vaga”, observou Fabíola, que deve voltar ao time neste fim de semana, quando acontece a segunda etapa do Grand Prix em São Bernardo do Campo. O grupo ainda não foi definido.

Sem pressa
O técnico da seleção brasileira não tirou uma conclusão definitiva sobre os primeiros três jogos de Fernandinha. “Não posso ter como base a primeira partida. Preciso ter certeza. Ela tem de continuar nessa batida”, exigiu o comandante, que dirigirá Fernandinha no Campinas após os Jogos.

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