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Sereias russas têm tudo para manter dinastia no nado sincronizado

Desde as Olimpíadas de Sydney 2000, Rússia conquista medalha de ouro nas duas provas da modalidade, dueto e equipes

Ana Carolina Cordovano - especial para o iG | - Atualizada às

Há 12 anos, o hino da Rússia toca na cerimônia de entrega das medalhas nas duas competições de nado sincronizado em Olimpíadas, o dueto e a disputa por equipes. Nos Jogos de Londres, o responsável por dar o play no som pode já ir separando o hino russo, porque dificilmente algum outro país conseguirá superar as chamadas sereias russas.

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Nas Olimpíadas de Londres, o dueto da Rússia será representado por Natalia Ishchenko, que foi apelidada de Michael Phelps de saias, e por Svetlana Romashina. Elas também farão parte da competição por equipe, assim como Anastasia Davydova, dona de quatro medalhas olímpicas – duas no dueto ao lado de Anastasia Ermakova e duas por equipes, em Atenas 2004 e Pequim 2008. Em Sydney 2000, Olga Brusnikina e Maria Kisseleva foram ouro no dueto e por equipe. Olga ainda esteve na conquista do time em 2004.

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Como se vê, mudam-se os nomes, mas as conquistas continuam. Aos 26 anos, Ischenko é a grande estrela do nado sincronizado da atualidade. No Mundial de 2011, em Xangai, na China, ela conquistou seis medalhas de ouro – por isso a comparação com o campeão da natação. No torneio, a Rússia conquistou as sete provas do nado sincronizado que estavam em disputa. O domínio em Mundiais começou em 1998. Das 34 medalhas de ouro distribuídas em sete edições da competição, 28 foram parar no pescoço das russas.

“Elas têm uma força física e um vigor nos movimentos impressionantes. E são muito criativas nas rotinas apresentadas”, avalia Nayara Figueira, que representará o Brasil nas Olimpíadas ao lado de Lara Teixeira. As brasileiras conquistaram a medalha de bronze no dueto nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no ano passado, e terminaram em nono lugar o Pré-Olímpico, disputado em abril, no mesmo lugar onde será a competição olímpica.

Elegância e técnica

Getty Images
Natalia Ishchenko: A russa do nado sincronizado é chamada de 'Michael Phelps de saias'


Até o meio do século 20, o nado sincronizado na Rússia ainda era visto apenas como uma atração nos circos, enquanto em outros países, como os Estados Unidos, já era um esporte. Mais tarde, com a influência de bailarinos, foi criada uma federação da modalidade na Rússia e o primeiro campeonato nacional foi disputado em 1979. Atualmente, mais de 6 mil jovens praticam o nado sincronizado. O resultado só poderia ser uma chuva de medalhas.

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A influência do balé explica a elegância e a técnica surpreendentes nas apresentações das russas. “Elas são bem magras, mas com uma potência muscular enorme. Possuem uma rapidez na execução das coreografias impressionante. A escola russa é muito rigorosa desde os primeiros anos de uma criança no esporte. Elas crescem sendo muito exigidas”, explicou Lara Teixeira.

Ishchenko, por exemplo, treina dez horas por dia, seis vezes por semana. Ela já tem no currículo 16 ouros em Mundiais e um em Olimpíada, por equipe em Pequim. Vai para Londres atrás de mais dois. E quem duvida que não conseguirá?

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