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Atletas de saltos ornamentais reclamam da falta de apoio aos jovens

Cesar Castro e Hugo Parisi disseram que os investimentos começaram apenas quando eles conquistaram algum destaque

Henrique Munhos - iG São Paulo |

Destaques dos saltos ornamentais, classificados as Olimpíadas de Londres 2012 e com boas condições para realizar o trabalho nas piscinas, Cesar Castro e Hugo Parisi não estão contentes com o desenvolvimento da modalidade. Isso porque eles se sentem "privilegiados", já que a maior parte dos atletas não conta com o apoio devido.

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“Penso que a modalidade enfrenta um período muito delicado. Não existem projetos de massificação e os investimentos para os jovens atletas são inexistentes. Hoje estou com uma boa condição, mas isso só aconteceu após eu conseguir uma medalha de bronze no circuito mundial em 2002. Meu começo também foi muito difícil”, disse Cesar Castro, que atualmente conta com três patrocinadores.

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Satiro Sodré/Divulgação CBDA
"Tudo no Brasil exige burocracia", reclamou Parisi

Hugo Parisi também teve história semelhante. “Eu tive as mesmas dificuldades dos atletas que estão começando agora, que são a falta de apoio e estrutura precária. Eu contava com o famoso 'paitrocínio' para ir a competições e suprir os gastos que temos no dia a dia”, contou o atleta, que hoje soma quatro patrocínios privados, além do Bolsa Atleta, programa do Governo Federal.

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Parisi e Castro estão atualmente em Barcelona para a disputa do Grand Prix de Saltos Ornamentais. Antes disso, participaram de treinamentos na Austrália e nos Estados Unidos, respectivamente. “Nos EUA, tenho boas condições de treino e ainda posso conferir o desempenho do meu maior adversário, que é o americano Chris Colwill”, declarou Castro.

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Já Hugo Parisi afirmou que, no exterior, as condições climáticas das piscinas são melhores, já que não há piscinas fechadas no Brasil. "Por isso, no inverno passamos muito frio", relatou. Por fim, o atleta aproveitou para criticar a organização brasileira. “O governo e as confederações têm plenas condições de fazerem um excelente trabalho em qualquer esporte. O que falta é organização. Tudo no Brasil exige uma enorme burocracia”, finalizou.

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