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Para evitar desgaste, atletas da seleção de handebol se veem pouco na Áustria

Oito jogadoras, que fazem parte de projeto da Confederação de Handebol para fortalecer a equipe nacional, treinam juntas há uma temporada

Antonio Kurazumi , especial para o IG, em São Paulo | - Atualizada às

Cinara Piccolo/ Photo%26Grafia
Fora dos treinos, Alexandra só costuma ver as colegas de seleção no fim de semana

Há cerca de um ano, desde quando a Confederação Brasileira de Handebol fechou uma parceria com o Hypo, da Áustria, oito jogadoras da seleção treinam diariamente juntas nos dois times para que seja facilitado o entrosamento rumo aos Jogos Olímpicos. Uma ajuda a outra nos momentos de dificuldade, mas elas não costumam sair juntas nas horas vagas para evitar um possível desgaste.

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“Estamos sempre na seleção e treinamos duas vezes por dia no Hypo, então tentamos uma respeitar o espaço da outra. Nos encontramos para conversar algumas vezes, mas isso acontece mais no fim de semana. Cada uma costuma ficar na sua casa, a não ser que alguém tenha um problema ou algo do tipo”, explicou a ponta-direta Alexandra, que é a capitã da equipe e se tornará a brasileira com mais tempo em atividade no Hypo – oito anos ao todo-, já que Daniela Piedade vai jogar na Eslovênia depois de dez temporadas lá.

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“Nossa vida é uma rotina lá. Treinamos de manhã, vamos almoçar, treinamos à tarde e depois vamos descansar. Cada uma vive a sua vida. Dificilmente saímos juntas, só de vez em quando”, reforçou a central Ana Paula. Assim como Alexandra, ela faz questão de deixar claro que a relação entre as brasileiras é a melhor possível.

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Nos treinos do Hypo, por serem maioria, as atletas da seleção tentam se integrar com as europeias para não dar margem a qualquer tipo de problema. “Quando conversamos coisas engraçadas entre nós, eu tento traduzir para as estrangeiras para que elas não pensem que estamos falando delas”, conta Alexandra, que recorda de ter passado por situação semelhante, só que do lado contrário, e de ter ficado cismada.

O ambiente, frisa Alexandra, é excelente. “Elas não têm aquela ideia de que formamos uma panelinha, até porque o técnico varia muito o time dentro de quadra, mesclando as brasileiras e as europeias”, revela a ponta-direita.

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Um dos pré-requisitos, aliás, para fazer parte da equipe é aprender o alemão – língua usada lá – para haver comunicação durante os jogos. E é esse quesito que incomoda as novatas. “Eu particularmente não tenho contato com o público, pois não aprendi a língua direito. Sei algumas palavras soltas, mas sentar e conversar é difícil”, reconhece Ana Paula.

O fator que motiva a vencer a barreira da língua é a estrutura oferecida lá, bem distante da realidade brasileira. “Se o Brasil tivesse a estrutura que eles têm, ninguém sairia do país. Precisamos treinar forte para chegar num nível alto nas competições internacionais”, afirmou a armadora-direita Francine, que deve voltar a atuar no Brasil por outra questão: a distância do marido.

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