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“Somos mais respeitados agora”, diz técnico da seleção de handebol

Perto de renovar até 2016, dinarmarquês Morten Soubak afirma que campanha no Mundial faz com que rivais olhem o Brasil com atenção

Antonio Kurazumi - especial para o iG |

Cinara Piccolo/Photo%26Grafia
Morten diz que as Olimpíadas servirão de afirmação do trabalho feito no Mundial

“Enfrentar a seleção era só mais um jogo para eles. Eles só pensavam em por quanto iam ganhar, agora eles só pensam em vencer, não importa o placar, o respeito é diferente”. A frase do técnico Morten Soubak sobre a visão dos adversários reflete a transformação pela qual o handebol feminino do Brasil passou após campanha no Campeonato Mundial, onde a equipe se aproveitou do fator casa e terminou na quinta colocação.

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Para o comandante dinamarquês, no entanto, há o lado negativo nisso tudo. “Com esse respeito diferente que adquirimos, os rivais também entram mais ligados nas partidas”, compara Soubak, que dirige as meninas desde o início do ciclo olímpico.

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Se por um lado há um novo olhar dos oponentes, ainda sobra um pouco de desconfiança por parte das pessoas que acompanham a modalidade, de torcedores à própria mídia. Por isso, os Jogos Olímpicos em Londres são vistos como a oportunidade de afirmação do trabalho realizado desde 2009. “Muita gente fala que só fomos bem no Mundial porque jogamos em casa. Agora o nosso desafio é mostrar que somos competentes mesmo, para não deixar nenhuma dúvida. É atrás disso que vamos”, promete o treinador, que atendeu o IG depois da apresentação das camisas que a seleção utilizará em Londres.

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“O Mundial foi só uma etapa do trabalho, agora temos que trazer uma medalha para nos firmar”, concorda a goleira Babi, que joga no Hypo, da Áustria, e também sente de perto esse novo momento do handebol nacional. “Nós conversamos com as estrangeiras lá sobre a seleção e elas dizem: 'vocês melhoraram'”, conta a gaúcha de 25 anos.

O técnico brasileiro só não gosta de ouvir falar em favoritismo das suas pupilas na luta por medalhas, que para ele têm candidatos certos. “Não estamos nem perto de ser favoritas às medalhas. Falei com alguns técnicos e cheguei a conclusão de que Noruega, França e Rússia são as mais fortes e ainda tem a Coréia do Sul, que tem uma história incrível nessa competição. Estamos num nível abaixo”, destacou o comandante.

Cinara Piccolo/Photo&Grafia
Definição das 14 jogadoras convocadas só sairá no começo de julho


Até 2016

Pela primeira vez, Morten afirmou que está bem perto de assinar a renovação de contrato com a Confederação Brasileira de Handebol até os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro. A ampliação do vínculo, que não estava assegurada logo depois do Mundial, deve ser anunciada em breve. “Já estamos conversando, tudo está caminhando bem e só falta assinar”, reconheceu o treinador, sem querer se estender muito por estar concentrado nas Olimpíadas de Londres.

Convocação final

Com 18 jogadoras atualmente no elenco, o técnico declarou que fará os quatro cortes para fechar a lista para os Jogos Olímpicos depois dos três amistosos contra Cuba, todos no fim deste mês. Segundo Morten, não há prioridade para atletas que atuam ou atuaram nesta temporada no estrangeiro – são 15 no total. “As meninas que jogam no Brasil fazem parte da minha observação há muito tempo. Não há vantagem. Se acho que tem qualidade, não importa onde joga”, assegura o dinamarquês.

Leia mais sobre os Jogos de Londres no blog Espírito Olímpico

Uma das “brasileiras” é Jéssica Quintino, do Blumenau, que sempre evolui quando está com as colegas que defendem os times europeus. “Foi um pouco difícil se entrosar com elas no começo, mas agora está de igual para igual. Lá na Europa o jogo é mais rápido. Eu gostaria de sair para aprender coisas diferentes, porque percebo que elas sempre vêm com novidades quando voltam de lá”, compara a jovem de 21 anos.

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