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Pai há 20 dias, Bruno Lins dorme na sala para ter oito horas de sono

Velocista, classificado para disputar os 200 m rasos nos Jogos de Londres, foi desalojado do quarto após o nascimento da primeira filha, Maria Clara

Ana Carolina Cordovano , especial para o iG | - Atualizada às

Divulgação / CBAt
Bruno Lins lida com as dificuldades de ser pai e atleta

Atleta precisa dormir bem. Mas e quando ele vira pai? Para não ficar sem as preciosas oito horas de sono é preciso pegar um colchão e ir para sala. É o que recomenda o velocista Bruno Lins, que viu sua filha Maria Clara nascer no último dia 7. Classificado para os 200 m rasos nas Olimpíadas de Londres, Bruno estreia no Troféu Brasil de Atletismo, nesta quarta-feira, nas eliminatórias dos 100 m rasos.

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Sem competir desde maio, Bruno busca o título nos 100 e nos 200 m, provas que venceu na última edição do Troféu Brasil. “Vou para São Paulo defender meus títulos”, disse o velocista de Maceió, mas que vive em Presidente Prudente com a mulher, Maria Lúcia. Como a nenê acorda durante a noite, Bruno teve de pensar numa solução para não ter seu sono interrompido. “Todo dia eu pego o meu colchão e vou para sala”, brincou.

As medalhas no Troféu Brasil de 2011 tiveram um significado especial para Bruno. Foram as primeiras na volta ao atletismo, depois de cumprir punição de dois anos por causa de doping. Em 2009, Bruno esteve envolvido no maior escândalo do atletismo brasileiro, quando quatro atletas da equipe Rede foram pegos em exames por uso da substância proibida EPO. Os técnicos Jayme Netto e Inaldo Sena foram punidos por quatro anos e os atletas, por dois.

Leia também: Troféu Brasil fecha equipe que vai às Olimpíadas

Jayme foi padrinho de casamento de Bruno e os dois ainda mantêm contato. “Minha relação com ele é excelente. Ele foi muito homem de assumir tudo sozinho”, lembrou Bruno, que ainda em 2011 conquistou a medalha de ouro no revezamento 4x100 m e a de bronze nos 200 m no Pan-Americano de Guadalajara, e foi sexto colocado nos 200 m no Mundial de Daegu, na Coreia.

Nesta temporada ele tem o melhor tempo dos 100 m entre os brasileiros, 10s24, e o quarto melhor nos 200 m, 20s57. O fato de estar sem competir desde o início de maio não o incomoda. “Venho treinando bem e não me sinto fora de ritmo de competição. Costumo entrar bem nos torneios, e minha expectativa e vencer as duas provas no Troféu Brasil”, avaliou o hoje atleta do Criciúma.

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