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Após sofrimento, Lucimara diz que irá brincar em nova chance

Atleta não consegue vaga no heptatlo e deixa a pista do Ibirapuera de cadeira de rodas, mas tentará índice no salto em distância neste sábado

Antonio Kurazumi , especial para o iG |

Getty Images
Lucimara ainda não desistiu de uma vaga em Londres

Lucimara Silvestre foi a personagem do terceiro dia de competições do Troféu Brasil, que acontece até o domingo no estádio do Ibirapuera, em São Paulo. A atleta não alcançou o índice exigido pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) para as Olimpíadas no heptatlo e, para piorar, sentiu muitas dores na coxa posterior esquerda, deixando a pista em cima de uma cadeira de rodas.

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“O desgaste foi muito grande e foi pior por ter corrido sozinha, mas terminei a prova sem motivação pois sabia que não ia fazer a marca depois que passei dos 600 m”, lamentou, se referindo aos 800 m, quando não atingiu os sonhados 6.193 pontos. Após dois dias, o primeiro bom e o segundo ruim como ela mesmo definiu, fechou a participação com 6.026 e não vai para as Olimpíadas no heptatlo.

Leia mais: Lucimara faz melhor tempo da carreira nos 100 m com barreiras

“Me senti pressionada no fim, mas sei do meu potencial, se tivesse encaixado os tempos do primeiro no segundo dia teria me classificado com sobras. Agora quero apagar esse dia da minha vida, nunca senti tanta dor após os 800 m”, acrescentou Lucimara, que não desistiu de fazer parte da delegação de atletismo em Londres.

Após tanto sofrimento, a atleta prometeu voltar à pista neste sábado para tentar a vaga no salto em distância, onde tem como melhor marca 6m54, 11 centímetros inferior ao que precisará para esquecer esta sexta-feira e se qualificar aos Jogos Olímpicos. “Não vou entrar preocupada com nada, vou entrar para brincar e me divertir, mas nada é impossível”, sonha a brasileira, antes de sair caminhando com dificuldades da área destinada aos jornalistas.

Críticas e conformismo

Os tempos pedidos pela CBAt para os Jogos Olímpicos são superiores aos da Iaaf (Federação Internacional de Atletismo). Se fosse levado em consideração o exigido pela entidade que rege o atletismo, Lucimara teria se classificado com o índice B, de 5.950 pontos. A atleta ensaiou uma reclamação, no entanto, se contradisse na sequência. “É um absurdo a CBAt pedir essa marca, mas não adianta conseguir poucos pontos aqui e fazer figuração em Londres”, reconheceu.

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