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Wagner Domingos lamenta não acompanhar namorada em Londres

Sem vaga no lançamento do martelo, Montanha prefere torcer por Laila Ferrer, do dardo, em casa

Ana Carolina Cordovano - especial para o iG | - Atualizada às

Divulgação/CBAt
Wagner Domingos arremessa o martelo no Troféu Brasil

Esforço não faltou. Até aprender inglês para poder se comunicar com o treinador esloveno ele aprendeu. Mas a vaga no lançamento do martelo nas Olimpíadas de Londres não veio. Wagner Domingos, o Montanha, venceu a prova nesta quinta-feira, no Troféu Brasil de Atletismo, com 69,44 m, mas ficou longe do índice olímpico (76,08 m). O consolo é torcer pela namorada Laila Ferrer e Silva, classificada para a disputa do lançamento do dardo.

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Com o casamento marcado para 23 de dezembro, no Recife, Wagner prefere não ir a Londres torcer por Laila. "Estou muito feliz por ela, vou dar todo apoio, mas seria difícil eu ir para lá assistir à competição. Ficaria imaginando que queria estar lá dentro, seria complicado", lamentou.

O título no Troféu Brasil foi o oitavo de Montanha, atleta de 1,87 m e 118 kg. Sua melhor marca na carreira é os 72,78 m, conquistada neste ano, em abril, depois de passar mais uma temporada na pequena cidade eslovena de Brezice.

Leia também: Falta de índice olímpico não preocupa CBAT

O pernambucano de 29 anos foi parar em Brezice para poder aprender com o treinador esloveno Vladimir Kevo, responsável pela preparação do compatriota Primoz Kozmos, campeão olímpico do martelo nas Olimpíadas Pequim 2008.

A iniciativa partiu de Montanha, e seu clube, a BM&F Bovespa, apoiou a ideia. "Ele veio para uma competição no Brasil, aí pedi ajuda para alguém traduzir para o inglês, explicando minha vontade de aprender com ele", contou. Então, desde 2009, o brasileiro passa períodos em Brezice, na Eslovênia, cidade de 5 mil habitantes.

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O treinador foi com a cara do gigante brasileiro e o hospeda na própria casa. A primeira viagem para lá, Montanha não esquece. "A gente só se falava por sinais. Ele tentava explicar o que queria, e eu balançava a cabeça", lembrou.

Para tornar a comunicação melhor, Montanha começou a aprender inglês por conta própria. "Eu estudava sozinho, mas acontecia de na hora dos treinos esquecer algumas palavras. Aí, decidi escrever no antebraço os principais termos usados por ele em inglês com a tradução para o português ao lado. Ele dava as instruções, e eu lia meu braço", contou, rindo.

Para o ano que vem, o brasileiro planeja ficar um tempo maior na Eslôvenia, e buscar o índice para o Mundial da Rússia, em agosto. "Sempre que vou para lá, evoluo tecnicamente", destacou Montanha, que apesar do tamanho, é um doce de pessoa. O próprio treinador esloveno sabe disso. Tanto que quando ele e sua esposa têm algum compromisso, deixam o gigante brasileiro cuidando dos dois filhos pequenos do casal.

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