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Marílson aposta em percurso diferente para se equiparar a africanos

Maratonista, que não participa do Troféu Brasil, diz que há muitas curvas na rota da sua prova em Londres e isso torna a disputa igual

Antonio Kurazumi - especial para o iG | - Atualizada às

Divulgação
Marílson busca recorde pessoal em Londres

O trajeto da maratona nos Jogos Olímpicos, repleto de curvas, é o grande trunfo de Marílson Gomes dos Santos para surpreender os favoritos africanos. Foi o que ele disse nesta sexta-feira, durante o Troféu Brasil de Atletismo, que vai até domingo no estádio do Ibirapuera e que ele decidiu não participar para se poupar.

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“O percurso torna a prova interessante, dinâmica e igual para todo mundo. Também é mais difícil do que outros. Tudo é possível de acontecer, é uma disputa aberta”, analisou o brasileiro, que já recebeu informações do técnico Adauto Domingues. “Ele foi lá, reconheceu e viu a timetria. O percurso faz com que o ritmo não seja constante por causa das curvas”, continuou o bicampeão da Maratona de Nova York, em 2006 e 2008.

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Além das curvas e alguma subidas do trajeto em Londres, Marílson vê a própria motivação como um diferencial para a competição que fecha as Olimpíadas. “Meu diferencial é a minha cabeça. Será uma das últimas oportunidades para eu conseguir um bom resultado. Não vai faltar garra e raça”, assegura o maratonista que, aos 32 anos, pretende priorizar mais as provas de longa distância após os Jogos.

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Após um mês de treinamento na altitude, na Colômbia, Marílson só vai dez dias antes de correr para Londres. Até lá, no pouco período que ficará no Brasil, seguirá recebendo os conselhos de atletas da modalidade para virar técnico deles. “Sempre tem um corredor em qualquer lugar que vou, até o administrador do hospital onde minha filha nasceu é. Onde vou sempre tem alguém que reconhece e pede dicas”, diverte-se o fundista, que por enquanto só pensa em fazer bons tempos nas ruas mundo afora.

Comparação

Perguntando se foi atrás de dicas com Vanderlei Cordeiro, bronze nos Jogos de Atenas, Marílson respondeu que não porque a maratona mudou nos últimos anos. “A maratona não é mais a mesma coisa, está mais rápida”, resumiu o representante da equipe BM&FBOVESPA, que, aliás, também está na torcida por uma prova mais lenta na Inglaterra.


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