Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Favorito há quatro anos, Jadel vira conselheiro de compatriota

Recordista sul-americano do salto triplo falha na tentativa de fazer o índice para Londres, culpa as lesões e diz que deu conselhos para Jonathan

Antonio Kurazumi , especial para o iG |

De favorito à medalha em Pequim, há quatro anos, a ausente do quadro de participantes do salto triplo nos Jogos Olímpicos de Londres. Por conta de lesões, a vida profissional de Jadel Gregório teve uma queda de rendimento que foi confirmada neste domingo, quando ele não alcançou o índice estabelecido pela IAAF (Federação Internacional de Atletismo) no estádio do Ibirapuera, palco da 31ª edição do Troféu Brasil. Era a última chance para o saltador fazer pelo menos 17,20 m, mas ele não passou dos 16,99 m.

Deixe seu recado e comente a notícia com outros torcedores

Futura Press
Voltando de lesão, Jadel sentiu câimbras durante a prova neste domingo

“Após as cirurgias nos dois joelhos, voltei a competir em maio, com um mês e meio de treinamento. Saltei bem, fiz o índice B pedido pela IAAF. O ano não acabou. Vou tentar melhorar um pouco nos meetings da Europa”, conformou-se o atleta, que sentiu cãibras nas duas panturrilhas e nem saltou na penúltima tentativa das seis a que tinha direito.

Leia mais: Atletismo brasileiro vai com delegação menor para Londres 2012

“Talvez senti ansiedade para fazer um bom resultado, não ter dormido bem também atrapalhou”, reconhece Jadel, que, aos 31 anos, não pensa em abreviar a carreira. “Acabei de voltar e vocês (jornalistas) já querem me aposentar? Antes da lesão, sentia dor e precisava de gelo após os treinamentos. Agora consigo treinar, fazer agachamentos e saltos. Se eu manter essa projeção, acredito que posso ir até 2016”, aposta o representante da ASA/ São Bernardo.

Veja ainda: Jadel Gregório comemora retorno e crê em índice no Rio

“Tinha entrado numa situação de operar ou parar com o atletismo. Perdi patrocínios, tive sorte de encontrar um médico do tamanho do mundo para me ajudar”, agradeceu o saltador, sem esquecer também do calvário que passou desde que começou a enfrentar os problemas físicos. “Não recebia para entrar em competições, não tinha equipe e estava machucado”, recorda.

Respeitado entre os praticantes e especialistas do salto triplo, até pelos saltos que lhe renderam o recorde sul-americano com 17,90 m, Jadel promete passar dicas para Jonathan Silva, classificado para Londres na sua prova. “O Brasil precisa de mais saltadores para representarem o país, vou dar o máximo de informações e espero que ele faça o melhor dele lá”, torce o saltador, que já conversou com o compatriota após o fim do sonho olímpico. “Falei para ele ir com cuidado e não ficar preocupado”, contou.

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG