Mano confirma time titular para amistoso contra a Grã-Bretanha

Técnico também citou Corinthians e Palmeiras para defender permanência longa no cargo e brincou com “mau gosto” das Neymarzetes

Pedro Carvalho - enviado iG ao Rio de Janeiro |

Mano Menezes confirmou o time titular para o amistoso que a seleção brasileira fará no dia 20, contra a Grã-Bretanha, em Middlesbrough. Serão os mesmos jogadores que iniciaram o coletivo de ontem, no Rio de Janeiro: Rafael Cabral, Rafael, Thiago Silva, Juan e Marcelo; Rômulo, Sandro e Oscar; Hulk, Neymar e Leandro Damião.

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Mano Menezes confirmou o time titular do Brasil para o amistoso contra a Grã-Bretanha

Na entrevista coletiva desta segunda-feira, o técnico explicou porque Rafael ganhou a posição de Danilo na lateral-direita. “Vai iniciar jogando em função daquilo que a gente viu aqui e no amistoso contra a Argentina. É mais especialista que o Danilo na função”, afirmou. O treinador também comentou a substituição feita no final do treino de ontem, quando trocou Damião por Ganso. “É uma variação tática, às vezes as coisas não funcionam de uma maneira e você precisar ter as coisas preparadas”, disse.

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Mano se mostrou satisfeito com a semana de preparação no Rio de Janeiro, ressaltando o trabalho físico, que buscou equilibrar os atletas que atuam no Brasil e na Europa. “Tivemos uma boa semana de preparação. O objetivo principal aqui era equilibrar a preparação de dois grupos distintos. Conseguirmos fazer isso bem, temos todos os jogadores a disposição para Londres”, falou o treinador.

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Pato, que não participou do treino de ontem após levar uma entrada de Juan, está recuperado e confirmado para os Jogos, segundo o treinador. “Não utilizamos o Pato por precaução, por causa de uma batida, mas ele treinou hoje de manhã e vai treinar normalmente lá”, disse. Perguntado se teve de conversar com os atletas sobre o ocorrido, Mano tratou de colocar panos quentes. “Não tive que interferir porque não houve incidente nenhum”, disse.

Mano não escapou de comentar sobre a enxurrada de negociações envolvendo os nomes dos convocados. O treinador afirmou que isso não atrapalhou os trabalhos. “Tenho contado com uma consciência muito grande dos jogadores em relação a isso, não tenho notado nenhum tipo de questão onde as atenções não estejam voltadas para o trabalho”, disse. “Os representantes (dos jogadores) decidem todas as coisas burocráticas. Quanto maior o desempenho na seleção, mais valorizados eles vão estar, seja para onde forem depois dos Jogos Olímpicos”, disse o treinador.

Mano evitou falar sobre a importância que vencer as Olimpíadas pode ter para que ele permaneça no cargo. “Sobre situação pessoal, não falo mais sobre isso, já deixei bastante claro o que penso de resultado: é inerente do futebol. E na seleção brasileira não poderia ser diferente, já deixei claro o quanto eu mesmo acho necessário isso (um bom resultado)”.

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Mas, perguntado sobre se sonha com o dia em que treinadores não dependeram do imediatismo das vitórias para manter o emprego, Mano opinou sobre o assunto. “Tenho esperanças em relação a isso, acho que um dia chegaremos lá. Dentro do país, temos dois campeões que comprovam na prática aquilo que a gente defende sempre, o da Libertadores e o da Copa do Brasil. Mas fica parecendo uma defesa em causa própria, então a gente faz com moderação”, disse. “Gostaria da colaboração de vocês (jornalistas) para que sempre que um técnico perca cinco jogos não se faça uma enquete para saber quem deve ser o substituto”, pediu.

No momento mais descontraído da entrevista, Mano falou sobre o assédio que Neymar e outros ídolos da seleção vêm sofrendo durante os treinamentos no Rio de Janeiro. “Não posso proibir as meninas de gritarem pro Neymar. Acho até que elas têm mau gosto, porque ele não é tudo isso em termos de beleza”, brincou. “Mas o que nos interessa é seu futebol”.

A seleção embarca nesta segunda-feira para Londres. No dia 20, o time faz o amistoso contra a Grã-Bretanha, em Middlesbrough. A estreia está marcada para o dia 26, contra o Egito, em Cardiff, que fica no País de Gales.

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