Tarallo não decreta fim de Iziane na seleção feminina de basquete

Mesmo com ato de indisciplina e consequente corte para as Olimpíadas de Londres, treinador diz que não se pode dizer que ela nunca mais irá defender o Brasil

Marcelo Laguna - enviado iG a Londres | - Atualizada às

Divulgação/CBB
Luís Cláudio Tarallo prefere não colocar um ponto final na carreira de Iziane na seleção

Pivô da crise que se assolou na seleção feminina de basquete às vésperas dos Jogos Olimpicos de Londres 2012, a ala Iziane não está riscada completamente dos planos da seleção brasileira feminina de basquete. Se para agora não tem mais jeito - a jogadora maranhense foi cortada da equipe por indisciplina na semana passada, quando a seleção participava de um torneio amistoso na França -, Iziane tem a chance de ressurgir em competições futuras. Quem garante isso é o próprio treinador da equipe, Luís Cláudio Tarallo.

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"Não dá para dizer que Iziane está eliminada da seleção. Nunca é uma palavra forte demais. Até porque não sei se eu mesmo estarei aqui numa próxima competição, se a Hortência estará etc. Vamos manter o nosso foco nestas Olimpíadas", disse o treinador da equipe brasileira nesta terça-feira. Tarallo assumiu o cargo no final do ano passado, após a demissão de Ênio Vecchi, que foi demitido por ter tido problemas de relacionamento com Iziane durante os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.

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Embora a própria assessoria de imprensa do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) no centro de treinamento do Crystral Palace, região sul de Londres, tivesse avisado que os integrantes da seleção feminina de basquetre não comentariam nada sobre Iziane, a saída da ala maranhanse foi assunto recorrente em todas as entrevistas ao final do treino desta terça-feira.

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"No começo, foi um susto muito grande para todos os que estavam no grupo, algumas meninas ficaram desesperadas. Mas foi importante para ressaltarmos a todas elas que esse era o momento de todas se juntarem num mesmo objetivo, que é buscar nosso melhor resultado possível", afirmou Tarallo. Ao ser perguntado se no final, a decisão do corte acabava prejudicando mais o grupo do que a jogadora, o treinador foi taxativo. "Não, foi uma coisa que não poderíamos aceitar jamais. E também serviu de exemplo para as demais atletas."

A pivô Erika, que deixou o treinamento mais cedo por conta de uma indisposição estomacal, tentava escapar das perguntas sobre Iziane, mas no final também comentou a respeito da saída da colega de seleção. "Ela falou com todo o grupo, se desculpou, mas isso é passado. Levamos um grande susto, só que as regras estão aí para serem cumpridas por todos. Ela não teve uma postura correta", dusse Érika, dando uma cutucada de leve na ala.

Até mesmo a diretora de basquete feminino da CBB, Hortência Marcari, falou sobre o caso, mesma de forma indireta. "Todas aqui conhecem nosso estilo de trabalhar. Aqui não é só entrar na quadra e jogar. Nada pode falhar", afirmou.

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