Superado por Magnussen, Cielo repete discurso de ‘ter guardado energia’

Assim como havia feito na primeira eliminatória, brasileiro diz que está se poupando para ter explosão na final dos 100 m livre dos Jogos de Londres, nesta quarta-feira

Marcelo Laguna e Rodrigo Farah - enviado  iG a Londres | - Atualizada às

Até aqui, a principal preocupação de Cesar Cielo nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 foi poupar energias. O brasileiro não nadou a primeira seletiva dos 4 x 100 m livre – sem ele, o Brasil foi eliminado. Quando esteve na piscina, nesta terça-feira pela manhã, foi o décimo na eliminatória inicial dos 100 m livre e o quinto nas semifinais, realizadas à noite (em Londres). Depois das duas provas individuais, minimizou os resultados e repetiu a mesma preocupação: preservar-se para as decisões.

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“No final, quando vi que eu estava na mesma linha do James (Magnussen, que fez o melhor tempo da semifinal), dei uma seguradinha. Mas gostei do meu desempenho e espero que com este final de prova e com a adrenalina da final, eu consiga nadar abaixo de 48s novamente", disse o brasileiro, medalha de bronze nesta prova nos Jogos de Pequim 2008 e que na semifinal nadou a distância em 48s17, seu melhor tempo nesta prova em 2012.

O australiano James Magnussen foi o mais rápido na série, com 46s63, enquanto o americano Nathan Adrian ficou com o segundo melhor tempo, 47s97. O cubano Hanser Garcia terminou a série semifinal com o terceiro melhor tempo (48s04).

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Na China, Cielo foi terceiro colocado dos 100 m livre com 47s67. O brasileiro foi ainda melhor no Mundial de natação de 2009, disputado em Roma, e percorreu o trajeto em 46s91. No entanto, as duas marcas foram obtidas com uso de trajes tecnológicos, recursos que atualmente são proibidos. 

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O que deixou o brasileiro mais tranquilo após a prova desta terça-feira foi que ele não saiu extenuado como em outras oportunidades. "Sinceramente, por se tratar dos 100 m livre, passei longe de sofrer com dores como em outras competições. Eu começava as entrevistas e ia me abaixando, me abaixando, pois não suportava tanta dor. Hoje foi diferente, estou conseguindo dosar minha energia ao longo da prova. Agora, a ideia é usar tudo amanhã [nesta quarta-feira], na final. Se eu fizer a minha parte, nadar abaixo de 48s, aí poderemos olhar o placar e ver se deu medalha ou não", disse Cielo.

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O fato de não ter nadado no revezamento 4 x 100 m livre, que nem se classificou para a final, foi uma decisão em conjunto entre Cielo e a comissão técnica, mas o nadador brasileiro, se pudesse optar, gostaria de ter entrado na prova. "Eu tinha ideia de nadar o revezamento, mesmo que fosse para ficar em oitavo lugar e não se classiificar. Mas a gente sabia que o Brasil não tinha chance de medalha e acabei ganhando mais alguns dias de descanso", explicou.

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Esta decisão, contudo, também trouxe alguns contratempos ao nadador brasileiro. "Na elimiantória, foi mais difícil de nadar. Não fiz tanta força, mas saí bastante cansado. A primeira nadada no revezamento é importante para você quebrar o gelo. O velocista, quanto mais nada, melhor sabe como dosaar sua energia na prova. Agora é manter minha força para a final dos 100 m livre", disse o brasileiro.

Veja o que Cielo disse após a semifinal dos 100 m livre:



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