Em Londres, mulheres batem recordes, somam medalhas e ainda podem mais

Quatro dias depois da abertura dos Jogos Olímpicos, elas são protagonistas com conquistas, estreias e histórias curiosas

iG São Paulo |

Antes mesmo da abertura, as Olimpíadas de Londres eram apontadas como os jogos das mulheres, com estreia de boxe feminino, países levando pela primeira vez mulheres às competições e até os Estados Unidos, com uma delegação feminina maior que a masculina. Agora, quatro dias depois que a pira foi acesa, elas estão atendendo às expectativas e somando recordes e medalhas. Veja quem já brilhou

Primeiro ouro do Brasil

Logo na estreia do judô, Sarah Menezes fez história para o Brasil. Faturou a primeira medalha olímpica de uma brasileira na modalidade ao passar por todas as adversárias por yuko até a decisão. Na final, bateu Alina Dumitru, da Romênia , que era a campeã olímpica na ligeiro, para atletas de até 48 kg.

Veja 10 mulheres que já foram destaque em Londres:


Recordes e mais recordes

Na natação, as mulheres venceram com direito a recordes, os primeiros quebrados depois da proibição dos maiôs tecnológicos, ao final de 2009. A líder da lista é a chinesa Ye Shiwen. Com apenas 16 anos, ela quebrou o recorde mundial dos 400 m medley e ainda, na última parcial, feztempo melhor que o norte-americano Ryan Lochte , campeão entre os homens. Ela ainda foi ouro com recorde olímpico nos 200 m medley . Dana Vollmer, campeã em Atenas no revezamento 4 x 200 m livre, ainda fez a melhor marca do mundo nos 100 m borboleta na piscina em Londres. 

Elas também bateram mais recordes olímpicos na natação. Francesa Camille Muffat, nos 400m livre, a norte-americana Allison Scmith nos 200 m livre  e a equipe da Austrália no revezamento 4 x 100 m livre foram os destaques. Já a atleta da Lituânia Ruta Meilytyte, de apenas 15 anos, faturou o ouro nos 100 m peito com direito a melhor marca da Europa.

Para provara supremacia das mulheres, basta ver os números dos homens. Foram três recordes olímpicos estabelecidos em Londres, mas apenas um mundial, com o sul-africano Cameron Van der Burgh, nos 100 m costas.

AP
Choro de Kim Rhode. Ela é a 1ª mulher dos EUA com medalhas em cinco edições seguidas dos Jogos

As Olimpíadas de Londres também já viram mulheres fazerem história na soma de medalhas. No tiro esportivo, no skeet, Kim Rhode, dos Estados Unidos foi ouro e levou medalha na quinta Olimpíada seguida . Ela é a primeira atleta norte-americana a conseguir esse feito. E vale lembrar que ela viveu uma maratona até chegar a Londres, com voos cancelados e até bilhete de avião devorado por seu cachorro .

Nos saltos ornamentais, quem reina é a chinesa Wu Menxia. Ao lado de Zi He, ela faturou o seu terceiro ouro consecutivo no trampolim sincronizado de 3 m . A dupla não teve nenhuma nota abaixo de 8,5 na prova. E Wu ainda compete no individual e pode somar mais uma medalha.

A primeira vez

As mulheres ainda vivem algumas estreias em Londres. É a primeira vez que Arábia Saudita, Catar e Brunei levam atletas do sexo feminino aos Jogos. É a primeira vez também que o boxe terá um torneio feminino.

Entre quem já competiu, Zara Philips foi a responsável pela estreia da família real no pódio. A neta da Rainha Elizabeth II ajudou a equipe da Grã-Bretanha a levar a prata no CCE (Concurso Completo de Equitação), no hipismo.

Londres pode ter tido também a primeira atleta grávida. O COI (Comitê Olímpico Internacional) não tem um registro oficial de competidoras gestantes, mas, pelo menos, nunca alguém brigou por medalha já na fase final da gravidez. Nur Mohamed Suryani Taibi, da Malásia, grávida de oito meses, disputou o rifle de ar de 10 m no tiro esportivo, mas acabou eliminada ainda nas classificatórias. Gravidez não é algo que dê para concorrer com os homens, mas é uma grande feito entrar na briga carregando um barrigão e sabendo que seu bebê pode nascer a qualquer momento.

Mais medalhas para as mulheres

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Atual campeã no salto com vara, Fabiana Murer é esperança de mais medalhas para o Brasil

Elas representam 47% da delegação brasileira em Londres e ainda podem se juntar a Sarah Menezes como medalhistas olímpicas em Londres. Ainda no judô, a principal esperança é Mayra Aguiar, atual líder do ranking mundial na categoria até 78 kg.

Veja o calendário completo dos Jogos Olímpicos de Londres

Já no atletismo, as atenções estarão voltadas para Fabiana Murer, no salto com vara. A brasileira venceu o Mundial de Daegu, em 2011, com a marca de 4,85 m. Entretanto, terá pela frente a russa Yelena Isinbayeva, dona do recorde mundial com 5,06.

Leia também: Fabiana Murer nega favoritismo e diz que foi a Londres para “se divertir”

Maurren Maggi também é esperança de pódio. Ela defende o ouro conquistado em Pequim no salto em distância, quando fez 7,04 m. Porém, a atleta não conseguiu ultrapassar os 7 m nos últimos quatro anos.

O revezamento 4 x 100 m feminino tenta surpreender. Ana Claudia Lemos, Vanda Gomes, Franciela Krasucki e Rosângela Santos foram ouro no Pan-Americano e oitavo no Mundial e esperam melhorar o tempo em Londres.

Fora das pistas, as mulheres ainda estão bem no torneio de handebol, já estão classificadas à segunda fase no futebol e são favoritas ao ouro com Juliana e Larissa no vôlei de praia.

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