Ao contrário de Fabiana Murer, Duda não coloca culpa no vento
Campeão mundial de pista coberta, que foi apenas o 7º na final do salto em distância, admitiu a dificuldade para saltar, mas assumiu a culpa pelo resultado
Erm 2008, nos Jogos de Pequim, Mauro Vinícius da Silva, o Duda, disputava as Olimpíadas pela primeira vez. Não passou das eliminatórias do salto em distância e firmou uma espécie de compromisso pessoal: não voltaria para os Jogos sem sentir o gosto de chegar a uma final olímpica. Parte deste compromisso foi cumprido neste sábado, mas ainda assim ficou um gosto amargo para ele.
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“Saio com um sentimento de dever cumprido, que era chegar à final, o outro não, que era o de subir ao pódio. E a gente viu que dava. Estou feliz porque sempre almejei isso, estar num estádio lotado, numa final olímpica, e representando meu país. Infelizmente outros atletas foram melhores do que eu. Não posso me queixar de nada”, afirmou o brasileiro, atual campeão mundial indoor (pista coberta) da prova, que terminou em sétimo lugar a final olímpica do salto em distância, com 8,01 m.
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Mas até que o brasileiro tinha lá seus motivos para reclamar. A dificuldade para encaixar os seus saltos (ele queimou quatro das seis tentativas a que tinha direito) foram causadas, em parte, por causa do forte vento que soprou neste sábado no Estádio Olímpico. O britânico Greg Rutherford, que ficou com o ouro com a marca de 8,31 m, teve cinco de seus seis saltos com vento contra. O próprio Duda queimou sua primeira tentativa com vento contrário de 1,5 m/s.
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“Realmente estava ventando muito mesmo, por isso que os saltos não foram tão longe. É atípico numa Olimpíada, entre os três primeiros, dois saltarem abaixo de 8,20 m. O vento estava brecando todo mundo, mas isso não é desculpa, não. Estava todo mundo saltando, faltou acertar mesmo. Não vou colocar a culpa no vento porque não é algo que eu faço. Assumo a responsabilidade”, afirmou o brasileiro.
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Agora, Duda já começa a pensar no que fará a partir da próxima temporada. Embora a possibilidade de competir nos Jogos do Rio, em 2016, seja real (ele terá 29 anos na ocasião), o saltador brasileiro lembra que há um longo caminho a percorrer até lá. “Os Jogos do Rio 2016 serão a última das minhas próximas competições. Tenho que pensar num ciclo. A partir de agora serão quatro mundiais, em pista coberta e outdoor, além de outros torneios. É um ciclo que começa no ano que vem, só que o treinamento e planejamento já começam agora”, afirmou.
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