Adriana Araújo vence, vai às semifinais e já quebra jejum de 44 anos no boxe

Brasileira troca o estilo agressivo da primeira luta pela cautela, supera marroquina com tranquilidade e já tem pelo menos o bronze assegurado

Rodrigo Farah - enviado iG a Londres | - Atualizada às

Adriana Araújo não tinha nem nascido quando Servílio de Oliveira ganhou a única medalha do boxe brasileiro em Olimpíadas, em 1968. Entretanto, a pugilista de 30 anos já igualou o compatriota nesta segunda-feira ao assegurar pelo menos a medalha de bronze em Londres. A consagração veio após vitória sobre a marroquina Mahjouba Oubtil por 16 a 12, nas quartas-de-final da categoria até 60 kg.

Veja fotos da vitória histórica de Adriana Araújo:

Adriana Araújo deu golpes certeiros na rival marroquina. Foto: ReutersAdriana Araújo levanta o braço após o anúncio do resultado final. Foto: ReutersAntes de comemorar a vitória, Adriana cumprimentou a adversária desta segunda-feira. Foto: ReutersAdriana Araújo voltou a garantir uma medalha para o boxe brasileiro depois de 44 anos. Foto: ReutersBrasileira comemora vitória histórica para o boxe brasileiro em Londres. Foto: ReutersAdriana Araújo celebra vitória na estreia do boxe em Londres. Foto: Valterci Santos/AGIF/COB

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Mesmo que perca a próxima luta, que vale vaga na final, a atleta deixará a capital britânica com o bronze. De acordo com as regras da AIBA (Associação Internacional de Boxe Amador), não há disputa do bronze no boxe para que seja preservada a integridade física dos pugilistas.

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"Estou muito contente por ter garantido essa medalha para o meu país. Estamos no meio de um trabalho e 44 anos é muito tempo. Mas ainda nem peguei a medalha, não acabou. Tem a prata e o ouro para disputar e eu vou até o fim", afirmou Adriana, assegurando foco para os próximos desafios.

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Reuters
Adriana Araújo se diz focada para brigar pelo ouro

Com um estilo pegador nato, a boxeadora nacional fugiu de suas características e trocou a agressividade pela cautela durante o combate, escolhendo os golpes certos para marcar os pontos. Usando essa estratégia, Adriana venceu o primeiro round por dois pontos, o segundo por um e, perigosamente, apenas administrou o resultado na sequência.

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"Cada luta é uma luta e essa eu procurei errar menos os golpes. Só disparei os mais fortes para pontuar mesmo, pois isso iria garantir uma boa performance. Ainda bem que deu certo", comentou Adriana.

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O boxe feminino estreia no programa olímpico em Londres, uma das consequências disso é que o caminho até as medalhas é menor - são menos participantes. Adriana Araújo só precisou de dois resultados positivos para se consagrar. No domingo, ela superou Saida Khassenova, do Cazaquistão, por 16 a 14, e criou polêmica ao fim da luta depois de dizer que há um esquema de favorecimento de resultados na modalidade.

Agora, a única marca exclusiva que Servílio de Oliveira ostenta no boxe olímpico do Brasil é a de continuar sendo o único homem a subir no pódio nos Jogos. No fim da tarde, Esquiva Falcão terá a chance de encerrar esse jejum, basta que supere o húngaro Zoltan Harcsa.

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