Brasil encara Argentina para mudar histórico recente e avançar à semifinal

Nos últimos encontros decisivos, argentinos levaram a melhor nas oitavas de final do Mundial de 2010 e na final do Pré-Olímpico de 2011

iG São Paulo |

O Brasil entra em quadra nesta quarta-feira, às 16h (de Brasília), para decidir uma vaga na semifinal do basquete masculino dos Jogos Olímpicos de Londres. Do outro lado, estará um adversário bastante conhecido, tanto pelo técnico Rubén Magnano como pelos seus comandados: a Argentina.

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Anderson Varejão sobe para pegar o rebote para o Brasil

Não foram raras as vezes que as duas seleções estiveram frente a frente nos últimos anos. Em 2010, se enfrentaram pelas oitavas de final do Mundial da Turquia. A Argentina levou a melhor e avançou. No ano seguinte, mais dois confrontos no Pré-Olímpico das Américas. O Brasil venceu o primeiro, válido pela fase de classificação. Mas no confronto que definiu o campeão da competição, os argentinos voltaram a triunfar.

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“Eles têm um time bem equilibrado, experiente, com bons chutadores e que variam bastante as jogadas no ataque”, disse o ala-pivô Anderson Varejão. “Por isso, nossa defesa precisa funcionar como vem funcionando, temos que jogar forte atrás e usar a inteligência no ataque. São seleções que se conhecem bem. Os jogadores se conhecem e se respeitam. A vitória em uma partida assim vem nos detalhes”, completou.

Para o ala argentino Andrés Nocioni, a partida desta quarta-feira será ainda mais especial do que os outros confrontos recentes entre as duas seleções. “Será um jogo histórico”, disse. “Nós sempre falamos isso, mas o fato é que agora será histórico mesmo. E nós estamos famintos. O Brasil é um grande time, um adversário muito complicado de ser batido. Eles são muito fortes embaixo da cesta. Temos uma rivalidade eterna com eles.”

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A rivalidade entre os dois países também é citada pelo ala-armador Manu Ginobili como um ingrediente de motivação a mais. “Queremos ganhar deles sempre, não importa em que esporte, até no pingue-pongue isso vale”, confessou o atleta do San Antonio Spurs. “Brasil e Argentina têm sempre um sabor especial. Vamos fazer o melhor jogo possível”, declarou.

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Andres Nocioni em ação pela seleção argentina nas Olimpíadas

A Argentina se classificou em terceiro lugar no Grupo A, com três vitórias – sobre Lituânia, Nigéria e Tunísia – e duas derrotas – diante de França e EUA. O Brasil teve campanha superior. Venceu quatro dos cinco jogos que disputou e ficou na segunda posição do Grupo B. A única derrota aconteceu para a Rússia, na terceira rodada, em jogo que teve uma reviravolta nos segundos finais.

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“Estamos vivendo um momento muito bom. Estamos confiantes, motivados, jogando com alegria e é isso que vamos levar para dentro de quadra”, disse o ala-armador Marcelinho Machado, um dos jogadores mais experientes da seleção.

Do outro lado

Quando a Argentina conquistou o ouro do basquete masculino nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, seu comandante era Rubén Magnano. Oito anos se passaram e o treinador tem a chance de colocar um ponto final na busca dos seus ex-comandados, que também foram bronze em Pequim, por mais uma medalha olímpica.

É exatamente por conhecer muito bem os jogadores que estarão do outro lado que Magnano faz elogios ao adversário. "Sou capaz de falar sobre a Argentina por muito tempo. O que mais me preocupa na seleção argentina é a fome pela vitória. Trata-se de um time vencedor, e eu ainda vejo essa fome nesta equipe", declarou.

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