Globo e Record iniciam briga por Olimpíadas de 2020, diz jornal

Emissoras já teriam procurado o COI para negociar direitos de transmissão do evento, cuja sede ainda não foi definida

iG São Paulo | - Atualizada às

Os Jogos Olímpicos de Londres 2012 ainda nem terminaram, mas Globo e Record já iniciaram uma luta nos bastidores pela edição de 2020. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, os direitos de TV aberta da competição, ainda sem sede definida, vão custar mais de R$ 250 milhões.

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O montante representaria mais um salto para os Jogos Olímpicos, que já terão na edição de 2016 uma inflação contundente no valor dos direitos de mídia. O evento do Rio de Janeiro foi vendido pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) por R$ 200 milhões a Bandeirantes, Globo e Record.

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O que impressiona é que esse valor corresponde a direitos não exclusivos do evento em TV aberta. A Record gastou US$ 60 milhões para ser a única dona dos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

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Quatro anos antes, em Pequim 2008, a Globo havia investido US$ 15 milhões nos direitos de mídia das Olimpíadas. O valor é o triplo do que os Jogos de Atenas 2004 custaram para a emissora carioca.

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De acordo com a Folha de S. Paulo, Globo e Record já começaram a conversar com o COI sobre os direitos de 2020. A oferta inicial giraria na casa dos US$ 250 milhões para TV aberta.

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A negociação é mais um capítulo de uma extensa briga entre Globo e Record por direitos de mídia de grandes eventos esportivos. O último embate havia sido travado em fevereiro, quando o canal carioca anunciou renovação dos direitos de mídia da Copa do Mundo de futebol. O novo contrato passou a abarcar as edições de 2018 (Rússia) e 2022 (Qatar).

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Um dia depois de a Globo ter emitido nota oficial para falar sobre o negócio, a Record, também por meio de nota, disse que recebeu a notícia com “absoluta surpresa” e que cogitava “medidas judiciais cabíveis”.

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Na época, a Record disse ter trocado e-mails com a Fifa. Nas mensagens, a entidade teria se comprometido a realizar licitação pública pelos direitos de mídia da Copa do Mundo.

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A briga, na verdade, tem sido assídua nos últimos anos. Parceiras na transmissão do futebol até 2006, as duas emissoras começaram a se distanciar no esporte quando os paulistas iniciaram investida sobre campeonatos estaduais.

A Record também entrou na briga por direitos de competições como a Liga dos Campeões da Uefa, o Campeonato Brasileiro e a própria Copa do Mundo. Mas só conseguiu tirar da Globo os Jogos Pan-Americanos e Olímpicos (de inverno e de verão).

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