Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google

Bernardinho chora e diz que pode deixar seleção "para não atrapalhar Bruno"

"Ele é um cara fundamental para 2016 e minha presença pode ser prejudicial", afirmou o treinador, após a derrota na final olímpica

Pedro Carvalho - enviado iG a Londres | - Atualizada às

Pedro Carvalho/iG
Bernadinho chorou durante coletiva depois da derrota do Brasil na final do vôlei

Bernardinho chorou na coletiva de imprensa que concedeu após a derrota para a Rússia , na final olímpica. O treinador se emocionou ao falar sobre Bruno, filho dele e levantador da seleção brasileira, que se mostrou muito abalado após o jogo. Ao ser questionado sobre se teria visto o filho chorando em quadra na cerimônia de medalhas, foi o técnico que acabou não contendo as lágrimas.

O que você achou da derrota do Brasil no vôlei? Deixe seu recado

“Ainda bem que eu não vi”, disse Bernardinho, antes de uma longa pausa para recuperar a fala. “Para qualquer pai é a coisa mais difícil. E eu sei quanto tem sido difícil pra ele, porque até a relação pai e filho na quadra é muito complicada. Pra mim, vou embora triste por todos os caras, por ele como pai... E nem chorar junto a gente chora, esse relação distancia muito mais que aproxima”, disse.

Leia mais:  Brasil sofre pane, perde para a Rússia e fica com a prata no vôlei masculino

O treinador fez ponderações sobre se continua ou deixa o comando da seleção, com vista nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Para Bernardinho, a decisão tem a ver com a presença do filho na equipe. “Quando penso em (se permaneço até) 2016, penso nisso (no Bruno), porque ele é um cara fundamental para 2016 e minha presença pode ser prejudicial”, desabafou o treinador.

Blog Mundo do Vôlei:  Brasil para em Muserskiy e no técnico russo e é prata

Emocionado, o técnico deixou claro que sua presença coloca certa pressão no filho, o que pode acabar minando o desempenho dele em quadra. “Eu sei o quanto ele queria provar que era possível, que eu não estava sendo nepotista, e eu muitas vezes até fiz o contrário... Minha decisão (sobre deixar o time) tem muito a ver com isso, ele é um cara fundamental e eu não posso prejudica-lo de maneira nenhum”, disse.

O técnico desabafou sobre momentos conturbados dos últimos anos, quando foi pressionado pela relação de pai e treinador que tem com Bruno. "Se perguntarem: nesses 12 anos, o que mais me incomodou? Foi se aproveitarem disso, quererem me atingir através dele. Não me importo com críticas, mas às vezes usaram o lado pessoal", disse, bastante chateado.

Leia ainda:  Vôlei feminino supera primeiro set desastroso e conquista bicampeonato olímpico

Bernardinho afirmou que não fará esforço para permanecer à frente da seleção que comanda há 12 anos caso conclua que isso será ruim para a equipe. “As pessoas não podem estar onde estão pelo ego, claro, quem não gostaria de liderar a equipe em casa, mas não pode ser decidido dessa forma, a decisão tem que ser feita de forma racional e correta. O que é melhor pro voleibol, é isso que a gente tem que pensar”, concluiu.

Leia tudo sobre: vôleiLondres 2012BernardinhoBruninhoBrasil

Notícias Relacionadas


    Mais destaques

    Destaques da home iG