Brasil quebra tabus e vira o ‘país das lutas’ com sete medalhas em Londres

Judô e Boxe foram os principais responsáveis pelas conquistas do Brasil, bem à frente de modalidades como atletismo e natação

Rodrigo Farah - enviado iG a Londres |

Nada de dribles ou gols. O Brasil não é mais a terra do futebol. Pelo menos nas Olimpíadas de Londres, o país mostrou que é muito melhor na área dos socos e derrubadas. Com nada menos do que sete medalhas, a delegação verde-amarela cravou uma campanha épica nas lutas olímpicas e elevou as modalidades ao status de carro-chefe da nação nos Jogos.

“As pessoas pensam apenas no futebol no Brasil e se esquecem de esportes como o boxe e o judô. Podemos dar dez medalhas com dez atletas. O futebol tem 11 em campo e só pode dar uma. Eles recebem milhões em investimentos, muito mais do que nós. Tomara que as pessoas nos enxerguem de outra maneira com esses resultados”, comentou o pugilista Esquiva Falcão momentos depois de receber a prata.

Você acha que o Brasil pode trazer mais medalhas no boxe em 2016?

A jornada de sucesso começou logo no primeiro dia das Olimpíadas. O judô conseguiu uma medalha de ouro e outra de bronze com Sarah Menezes e Felipe Kitadai, respectivamente. Só os pódios dos dois já foram suficientes para confirmar a melhor campanha do país na modalidade na história dos Jogos.

AP
Esquiva Falcão recebe a medalha de prata

Mesmo com a derrota de favoritos como Leandro Guilheiro e Rafaela Silva, a seleção ainda conquistou outros dois bronzes, com Mayra Aguiar e Rafael Silva. Desta forma, a equipe atingiu o objetivo de quatro medalhas, e a comissão técnica chegou até a projetar sonhos bem mais altos para Rio 2016. Agora, a meta é o topo do quadro de medalhas da modalidade.

“Queremos transformar o Brasil na maior potência de judô do mundo. A meta em Londres era real e provamos isso. Agora o objetivo é chegar em primeiro lugar no quadro de medalhas em 2016”, afirmou o coordenador técnico da seleção, Ney Wilson.

O Brasil teve sua melhor campanha da história no judô, mas o desempenho não pode ser considerado uma surpresa, pois o país sempre foi muito forte no esporte. Quem realmente superou as expectativas foi o boxe, que não ganhava nenhuma medalha desde o bronze de Servílio Oliveira em 1968.

Mas a campanha da nobre arte foi bem além da simples quebra de jejum. A primeira a subir no pódio foi Adriana Araújo, seguida pelo mesmo resultado de Yamaguchi Falcão. Para encerrar, foi a vez de Esquiva Falcão superar o sucesso do irmão assegurando a prata no último sábado à noite.

“Os resultados do boxe e do judô mostram que o Brasil deveria investir mais nas modalidades individuais. O país tem uma mentalidade muito voltada para o futebol e seria bom se outros esportes também tivessem um bom investimento. A resposta está aí”, pediu o técnico de boxe da seleção João Barros.

O Brasil ainda competiu em outras duas modalidades de lutas. Diogo Silva chegou à semifinal no taekwondo e acabou sem a medalha por muito pouco. Encerrou a campanha em Londres com o quinto lugar após duas derrotas com atuação polêmicas dos árbitros. Natália Falavigna, também no taekwondo, e Joice Silva, da luta livre, foram eliminadas na estreia.

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