"Olimpíada é página virada", diz presidente da CBF

José Maria Marin dá voto de confiança aos jogadores e à comissão técnica da seleção e afirma que prioridade é a Copa de 2014

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José Maria Marin, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), considera que a derrota da seleção brasileira na final das Olimpíadas de Londres não vai tirar o brilho da festa de despedida do Estádio Rasunda - onde o Brasil conquistou a Copa do Mundo de 1958 - nesta quarta-feira, quando o time de Mano Menezes disputará um amistoso contra a seleção da Suécia.

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CBF/Divulgação
José Maria Marin diz que Olimpíadas ficaram para trás e que a prioridade é a Copa do Mundo

''A Olimpíada é uma página virada. Totalmente virada. Temos que pensar no presente e no futuro, tendo em vista a Copa de 2014 no Brasil'', disse o presidente da CBF em Estocolmo, durante a apresentação do amistoso. Pelé também minimizou a derrota. "Foi uma pena. Mas isso é coisa do futebol", afirmou.

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José Maria Marin reiterou seu apoio ao técnico Mano Menezes, apesar do resultado de 2 a 1 para o México na final do disputa da medalha de ouro. ''Um resultado não pode colocar por terra um trabalho que vem sendo executado. Por maior que seja a minha tristeza, ela não será maior do que a confiança que tenho neste grupo de jogadores, e também na comissão técnica e no diretor de seleções, Andrés Sanchez'', acrescentou.

Títulos

O presidente da CBF ressaltou que a prioridade da seleção é a Copa do Mundo, que será disputara no Brasil em 2014. ''A Olimpíada é importante, mas a Copa é o maior espetáculo da terra. Os títulos conquistados pelo Brasil jamais se apagarão da memória do povo brasileiro. A grande e verdadeira face da seleção, em todo o seu potencial, é apresentada por ocasião da Copa do Mundo. E nesse aspecto, ninguém desconhece o poderio e o respeito da seleção brasileira'', disse Marin.

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Marin ainda preferiu se abster de apostar numa vitória do Brasil no amistoso desta quarta-feira. ''O principal é a grande festa de confraternização que acontecerá, e prestar homenagem a esta data histórica (a final da Copa de 1958 na Suécia). É essa a razão do jogo. Se dentro desta confraternização vencermos a partida, será muito bom'', declarou.

O presidente da CBF chefia a delegação brasileira nas cerimônias de adeus ao estádio Råsunda, que começam nesta terça-feira com um banquete de gala com a presença da Rainha Silvia e autoridades brasileiras e suecas. ''1958 é uma data histórica para o futebol brasileiro, que também marcou o surgimento de Pelé, o maior atleta do século. O latino é saudosista, é sentimentalista, mas o mundo se transforma", disse ele em referência à futura demolição do Estádio Råsunda. "Mas fica o sentimento de gratidão dos brasileiros à generosa hospitalidade sueca'', acrescentou.

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